Psicologia Reflexões

Afinal, Hoje é Dia nos Namorados

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Pausa nos posts onde explico a proposta do Homem Almar, pois hoje é um dia que merece uma atenção especial. O calendário de datas especiais tem uma função até bem interessante: nos faz pensar na vida. Hoje é dia dos namorados, mas venho pensando sobre o que escrever para esse post tem alguns dias… pensei, pensei, pensei e veio um turbilhão de coisas, ao mesmo tempo sinto dificuldade em falar de um tema tão cotidiano e rico que é o amor romântico. Por isso, escrevo hoje em homenagem a todos que vem falando de amor comigo… sejam pacientes, amigos ou eu comigo mesma em meus diários.

Para começar, hoje é tão dia dos solteiros quanto dos namorados. Para alguns solteiros, data ainda mais relevante que para muitos namoradinhos que vão postar suas fotos nas redes sociais, afinal, alguns corações estão se sentindo profundamente solitários e esse sentimento me parece sobressair mais do que a felicidade de estar junto. Antes de criticar, leia novamente a ultima frase! Não estou discutindo quem é mais importante, apenas que a dor se destaca em nossa psique mais do que a felicidade. A dor nos faz ficar em alerta para curar, aliviar, fugir! E quando dói no coração, tudo em nós pode ficar enlouquecido e desorganizado; como se estivéssemos sob a ameaça do próximo golpe da vida. Sem falar que tem muitos namorados magoados, oprimidos e angustiados que não sabem como resolver isso sem impactar no outro. Então, vamos lá refletir sobre essa universidade pessoal que são os relacionamentos.

Um coração machucado precisa de um olhar especial. Nossos corações são coleções de pequenos e grandes machucados que vem se acumulando desde que somos crianças… mas me aproveito aqui da psicologia para encurtar a história: todos nós temos necessidades básicas de vínculos seguros; de autonomia e sentido de identidade; liberdade de expressão, necessidades e emoções que precisam ser validadas; espontaneidade e lazer; tudo isso com uma dose saudável de limites realistas e autocontrole. Fora as nossas necessidades básicas, não podemos esquecer nossa formação social que nos prepara muito mais para um príncipe, a princesa ou o felizes para sempre do que para a dura realidade: relacionamentos requerem cuidado, manutenção diária e muito trabalho pessoal para agirmos com maturidade.

Pegando a deixa da maturidade e, também, do ultimo post, nós precisamos de uma boa dose de auto-responsabilidade para fazer nossas relações darem certo. Sejam elas amorosas, amizades, familiares, de trabalho ou encontros cotidianos; as diferenças aparecem e boa parte de como essas diferenças nos impactam vem do nosso nível de consciência. Quanto mais desenvolvemos nossa consciência, maior a nossa disposição e prontidão interna para amar; maior a nossa resiliência para os baixos do amor e melhor nos sentimos frente a autenticidade do outro. Vamos amando cada vez mais a pessoa com quem estamos pelo que ela é e não pelo que desejamos que ela seja.

Todos nós temos a necessidade de sermos amados como somos, mas aí vai uma reflexão: nós conseguimos nos amar como somos? Já me peguei sendo tão dura e autocrítica comigo mesma, tão cruel as vezes que me perguntei: se eu não me amo como sou, como tenho coragem de sonhar que alguém me ame assim, incondicionalmente? Se eu mesma não consigo, como um dia conseguirei acreditar que alguém fala a verdade quando diz que me ama? E mais, dizemos que amamos o outro, mas muitas vezes nosso egocentrismo nos prega peças e passamos a amar condicionalmente, barganhando nossa atenção ou subjugando o outro aos nossos desejos. Então, vai aquele lembrete que todos sabem, mas quando paramos pra ver… vivemos o contrário do que costumamos pregar: Amar é um jeito livre de ser e de viver. Amar com liberdade poderia ser considerado um estilo de vida, o que acham?

Então, aos enamorados da vida, desejo que hoje seja um feliz dia dos namorados. Hoje poderia ser uma forma de comemorar o ano novo, onde traçamos metas a serem revistas nessa próxima data: explorar nossas tendências destrutivas e egocêntricas que habitam nosso inconsciente; observar como podemos manifestar mais amor em nossas ações com todas as pessoas a nossa volta, para chegar no ano que vem enamorados de nós mesmos de forma madura e o que mais você observar que seja importante melhorar. Comece por você, quando você muda pra melhor, todos a sua volta ganham energia para a mudança.

Desejo que vivam em liberdade de Ser, de Viver e de Almar cada momento. Quanto mais em contato com o autoconhecimento, com experiências que potencializam a vida, mais e mais criamos oportunidades para desenvolver nossas consciências. E aproveitem, afinal, hoje é dia dos namorados!

Ps. Foto tirada no Café Amika, guardando momentos almados. Cappuccino com espuma de coração e minha caixinha de óculos que tem a estampa do quadro “O Beijo” de Gustav Klimt

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