Reflexões

Olá Mundo!

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

 

Conversando sobre como começar, ouvi dizer que normalmente as pessoas começam com um texto dizendo “Olá Mundo!”, bem, aqui estou. Mas quem sou? Pergunta que provavelmente será respondida de forma fragmentada ao longo de cada postagem que vier a ser publicada. Para entrar nos clichês de adjetivos, poderia dizer que sou curiosa, gosto de aprender e me considero uma pessoa esforçada. Dos vários interesses que me rodeiam, alguns em especial poderiam ajudá-lo a compor uma imagem da pessoa que pretende conversar com vocês: leitora constante, psicóloga esforçada, adoro conversar em cafés mais que de tomar cafés, me encanto quando vejo a vida expressa em forma de arte e sou surfista nas horas vagas (e é claro que busco vagar algumas horas para me permitir esse prazer). Sou um processo.

Atualmente passo pelo desafio que coloquei para mim mesma de me apresentar neste “Olá Mundo” como uma “escritora”. Observe bem as áspas “”, escritora está entre elas por eu ser bastante auto-crítica e, por trás da busca pelo perfeito se esconde várias crenças limitantes de não ser bom o suficiente. Foram várias as peças que fui juntando para compor essa grande imagem do que por muito tempo quebrou minha cabeça. Enquanto lia “A arte de Escrever” do Schopenhauer (confesso que buscando uma forma de escrita para dummies no meu processo de mestrado), alguns trechos me tomaram de tal forma que me trouxeram até aqui.

Os eruditos são aqueles que leram coisas nos livros, mas os pensadores, os gênios, os fachos de luz e promotores da espécie humana são aqueles que as leram diretamente no livro do mundo. No fundo, apenas os pensamentos próprios são verdadeiros e têm vida, pois somente eles são entendidos de modo autêntico e completo.

Não me pretendo gênio, mas acredito que em cada um de nós há esse facho de luz. A minha luz vem se manifestando assim, num desejo de escrita e reflexão sobre as experiências da vida. Aquilo que nos atravessa e nos faz chegar ao fim do dia e pensar que o dia foi vivido com uma boa dose de intensidade. Um dia vivo. Não sei se percebem isso, mas os dias vêm se mostrado ausentes dessa vitalidade… São apressados, vazios e fulgazes. E em dias assim, ou numa vida assim, nos tornamos analfabetos de nós mesmos, incapazes de ler o livro do mundo.

Quem fala com vocês não é uma professora, mas uma aprendiz que teve a coragem de dar um primeiro passo (mesmo que cercado de vozes internas negativas) no aprendizado dessa leitura. Depois de um tempo nessa escola de vida, posso dizer que aprendi um dó ré mí que me permite compor e cantar… E música é sempre melhor quando é compartilhada.

You Might Also Like