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Um projeto Almar

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Sabe, é muito difícil para mim estar aqui. Um grande prazer, um imenso prazer, mas isso não anula o lado difícil de estar aqui. Para escrever sobre este projeto eu me preparei toda: estou num café da cidade de Fortaleza chamado Amika e, de onde estou sentada, vejo que alguns amigos marcaram encontro e estão conversando (em plena quarta feira a tarde); eu e mais outras duas pessoas ousamos ocupar uma mesa sozinhos e até alguns minutos atrás havia um grupo animado numa reunião de negócios. Neste momento tem um delicioso croissant com varias mordidas bem ao meu lado e um Café Mocca tão lindo que ainda nem tive coragem de tocar nele. Eu não ia comer tão cedo, mas o cheiririnho da fornada recém saída tomou conta do ambiente junto com várias vozes que eu não estava percebendo por estar “desconectada” postando um storie no Instagram. O cheiro me trouxe para o ambiente, de repente eu estava imersa nessa experiência que prometia ser deliciosa.
Isso ilustra muito bem a proposta do Homem Almar que é conscientizar as pessoas sobre experienciar a vida, conectando-se e colocando alma em cada momento. Em tempos hipermodernos a desconexão tem se mostrado como a nova norma, ou seja, o novo normal. Conscientizar-se da experiência é gerar conexão em vários níveis: consigo mesmo, com pessoas, com o planeta, com o universo… O melhor é que podemos programar parte dos viveres que desejamos e esse espaço pode ajudar você a ter ideias de como fazer isso. Não se preocupe, você provavelmente não encontrará algo como “os sete passos das pessoas conectadas”, é na verdade um planejar com leveza, um empreender-se na vida pelo prazer que ela pode nos propiciar e gostaria de fazer isso através de uma escrita livre, onde eu confesso que ainda estou descobrindo como ela vai se mostrar e onde ela irá me levar. A ideia é juntar uma série de experiências e poder compartilhar, promover reflexão e daí, quem sabe, uma transformação.
Almar não foi uma palavra escolhida a toa. Vem de alma e isso revela minha crença em algo maior, uma Natureza Naturante e não duvido que vez por outra ou de vez em sempre essa presença acabe sendo citada direta ou indiretamente. Saiba que respeito as várias formas de crenças religiosas e espirituais, mas como eu disse anteriormente, a ideia central é a de nos conectarmos com nossas experiências de vida e é esse movimento que chamo de “Almar”. Quando gritam “Homem ao Mar!”, um movimento para resgatar o tripulante começa… aqui a proposta é outra, comemoramos cada “Homem Almar”, cada um que ousa se jogar num mar de experiências e olhar o oceano de profundidade que é a vida.
Se ser humana com a capacidade de tomar consciência de si mesma e expressar-me não for um currículo bom o suficiente para você acompanhar o projeto ou se engajar nessa proposta, talvez saber que sou psicóloga e que fiz um mestrado onde o tema principal eram “experiências que potencializam a vida” pode quebrar o gelo entre nós. Este é um lugar para partilhar uma visão, a minha, e eu sou muito mais que a máscara de psicóloga… é ao mergulhar no meu viver que desperta-se espontaneamente uma vontade de falar com uma esperança de que alguém queira me ouvir (se esse é um movimento egocêntrico ou globocêntrico, deixo para você, caro leitor, a liberdade de analisar e talvez você encontre um pouco dos dois).
Falando em vida , presentes e sincronicidades, vamos voltar à experiência no café que abriu esse texto. Escrevi as palavras acima enquanto tomava meu Café Mocca e terminava de comer meu croissant. Lembra que falei sobre ter feito uma postagem nos Stories no Instagram? Então, ví que um amigo estava passando por um dia bem difícil (faltou energia no trabalho e em casa… isso significa não ter wi-fi para trabalhar) e acabei avisando que estava no café, caso ele quisesse aproveitar o encontro para tornar o dia mais leve… e vejam só, ele veio! Foi um encontro Almar… tive o prazer de ver um esboço de um lindo desenho que ele está fazendo para me presentear, desenhamos juntos (e um deles a quatro mãos), brincamos fazendo desenhos um para o outro… e são em momentos assim que sinto a vida profundamente. Os próximos posts vão ser mais psicológicos, mas o que seria melhor para demonstrar a proposta do projeto e o “tom” das nossas futuras conversas que contar uma história de experiência de vida? Desejo, sinceramente, que você sinta essa conexão também… e com consciência.

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